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(LifeSiteNews) – Há alguns anos, participei num debate numa das maiores estações de rádio em Londres, Ontário, sobre o tema “Será que a pornografia é boa para a sociedade?” Estava eu a argumentar que a pornografia é venenosa, enquanto uma professora de estudos LGBT tomava a posição contrária. Ao longo da hora, ela começou a concordar comigo cada vez mais que os impactos da pornografia eram perniciosos. A pornografia alimentava a cultura da violação; ensinava um ponto de vista perverso do sexo; formava mentes jovens e impressionáveis com conteúdos sexuais violentos e degradantes. 

No final do debate, perguntei-lhe como poderia concordar comigo em quase todos os pontos – mas ainda assim defendia a ideia de que a pornografia era boa para a sociedade. 

A sua resposta foi reveladora. Como uma pessoa que abraçava uma vida LGBT, ela explicou que precisava de pornografia quando era jovem para explorar a sua sexualidade. Para dizê-lo sem rodeios, muitos jovens identificados como LGBT precisam de pornografia para descobrir como pôr em prática os seus pontos de vista sexuais. A pornografia funciona como um manual de “como fazer.” Assim, esta professora estava disposta a conceder que a grande maioria da pornografia era venenosa. Mas ela sustentava que no caso de pessoas jovens que não são heterossexuais, a tentar perceber as coisas – a pornografia era necessária, e até boa. Esta conversa veio-me à mente quando a “Pink News” (Notícias Cor-de-Rosa), um serviço noticioso radical LGBT, publicou um artigo intitulado “A tentativa conservadora de reanimar a falhada proibição de ‘blocos pornográficos’ poderia pôr em risco os utilizadores LGBT+, advertem os críticos.” 

O governo do Reino Unido tem tentado há já algum tempo – e está a falhar – implementar políticas que mantêm a pornografia afastada dos menores. Após vários contratempos, os Conservadores estão a relançar um plano anterior com a Lei de Segurança Online (que deverá ser apresentada em Março) que exigirá que os sites pornográficos verifiquem as idades dos utilizadores com detalhes chave, tais como cartões de crédito ou passaportes, para garantir que os menores não possam aceder a estes sites. 

Isto aplicar-se-á a todos os principais sites pornográficos, bem como a outros pontos de venda de pornografia, tais como OnlyFans (Apenas fãs). O plano está obviamente cheio de buracos – a pornografia é tão omnipresente que as crianças que a procuram irão certamente encontrá-la – mas é, no entanto, um passo muito pequeno na direcção certa. 

As empresas pornográficas que não obedecerem à nova lei poderão enfrentar enormes multas de até “10% do volume de negócios anual da empresa e até serem impedidas de operar na Grã-Bretanha através de listas negras emitidas aos ISPs do país.” 

O Department for Digital, Culture, Media, and Support (Departamento para o Apoio Digital, Cultural e dos Meios de Comunicação) declarou que estão a ser explorados vários métodos de verificação da idade. “Os pais merecem paz de espírito por os seus filhos estarem protegidos de ver, online, coisas que nenhuma criança deve ver”, declarou Chris Philp, ministro para os assuntos digitais. “Estamos agora a reforçar a lei de segurança online de modo que se aplique a todos os sites pornográficos para garantir que atingimos o nosso objectivo de tornar a Internet um lugar mais seguro.” 

Resumindo: Fique afastado das crianças. 

Previsivelmente, os actores porno opõem-se a isto. Jason Domino, um actor porno-, disse ao Pink News que “a verdadeira natureza do projecto de lei é [não] apenas sobre censura, mas sobre como o governo quer ter potência de alavanca contra as organizações.” 

Presumivelmente, o governo Conservador não procura as opiniões dos actores porno sobre como manter o produto deles afastado das crianças, tal como o Sr. Marlboro não tinha bons conselhos sobre como manter as crianças afastadas dos cigarros. Domino até usou o velho truque de avisar que, se as crianças não conseguissem obter pornografia, iriam para a Dark Web (a Internet Escura), uma versão porno do argumento “eles vão usar apenas becos sem saída!” 

Mas o verdadeiro problema que o pessoal do Pink News tem com esta legislação é a mesma razão pela qual a professora dos estudos LGBT não queria que a pornografia fosse proibida – porque serve como um manual de instruções LGBT para crianças: 

“Há muito poucos passos na normalização da sexualidade LGBT+, relações e compreensão sobre o corpo”, continuou [Jason Domino]. “Não há nada sobre como aumentar as protecções aí.” 

“A comunidade LGBT tem um património de coisas ilegais, e tantas vezes o conteúdo sexual tem sido em maior parte ‘fazer furtivamente o que se pode’ porque não houve espaços para as pessoas o fazerem de uma forma que seja apoiada e alimentada, pois as pessoas que não sabem do que gostam podem sentir-se seguras. Não há nada disso a ser sugerido.” 

A pornografia digital, mais do que quaisquer activistas, campanhas, ou estratégias políticas, foi o que mais tornou populares os estilos de vida sexual alternativos. Milhões e milhões de pessoas viram actos sexuais que dantes eram considerados repulsivos ou com desaprovação moral, e isso remodelou as suas opiniões. Sendo a pornografia socialmente omnipresente, subiu o apoio ao “casamento” de pessoas do mesmo sexo e à libertação sexual. 

Os activistas LGBT sabem que a pornografia é uma das suas ferramentas mais poderosas. A pornografia pode introduzir crianças e adolescentes a actos sexuais alternativos; pode remodelar as suas mentes para achar tais actos excitantes; pode entrincheirar e exacerbar atracções existentes ou criar novas. Uma das principais razões pelas quais vemos a aumentar o número de crianças e adolescentes a identificarem-se como sendo LGBT é porque são introduzidos a estes conceitos cada vez mais jovens. A pornografia é o manual de instruções. 

O movimento LGBT e a indústria pornográfica são fundamentalmente aliados. Os activistas LGBT reconhecem que a pornografia é mais do que apenas conteúdo sexualmente explícito – é propaganda sexual, e é uma destruidora da moralidade incrivelmente eficaz. A indústria pornográfica tem trabalhado magnificamente para eles, e agora vão lutar por ela com todas as forças. 

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Jonathon Van Maren is a public speaker, writer, and pro-life activist. His commentary has been translated into more than eight languages and published widely online as well as print newspapers such as the Jewish Independent, the National Post, the Hamilton Spectator and others. He has received an award for combating anti-Semitism in print from the Jewish organization B’nai Brith. His commentary has been featured on CTV Primetime, Global News, EWTN, and the CBC as well as dozens of radio stations and news outlets in Canada and the United States.

He speaks on a wide variety of cultural topics across North America at universities, high schools, churches, and other functions. Some of these topics include abortion, pornography, the Sexual Revolution, and euthanasia. Jonathon holds a Bachelor of Arts Degree in history from Simon Fraser University, and is the communications director for the Canadian Centre for Bio-Ethical Reform.

Jonathon’s first book, The Culture War, was released in 2016.

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